segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Panorama.


Vivemos rente aos trópicos, onde as águas de março costumavam fechar o verão. Alimentamos pensamentos utópicos e usamos a biodiversidade como fonte de inspiração.Vejo uma senhora vendendo balas em frente ao metrô. No campo, máquinas substituem o agricultor. Imagino como era tudo no tempo do meu avô, quando não existiam telefones celulares, garrafas pet e nem isopor..Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal. Dos iates em Ibiza aos soundsystems em Trenchtown.Há algo que move a todos com a mesma força vital, a busca da felicidade e a realização pessoal.Se canta com força, com força a vida. Mantém essa chama que há em você no peito contida. De relance me vejo pedalando um camelo. Coqueiros e areia em primeiro plano e ao fundo um navio petroleiro..Calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciênciaO Homo se diz Sapiens, mas o que mais parece lhe faltar a sapiência. Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo. Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo. Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada, esquece que caixão não tem gaveta e que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada..Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingoO panorama não agrada, mas não há porque se desesperarPela simples noção de que é uma dádiva estar vivoDe que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar
                                                           Forfun.

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