terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012





"Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: Que seja doce, que seja doce, que seja doce e assim por diante. Que seja bom o que vier, pra mim e pra você's."                                     


                                                                                      Caio. F

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



"Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo.."

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sonnet of Your Body


Juro beijar teu corpo sem descanso. Como quem sai sem rumo prá viagem. Vou te cruzar sem mapa nem bagagem, quero inventar a estrada enquanto avanço.
Beijo teus pés, me perco entre teus dedos. Luzes ao norte, pernas são estradas. Onde meus lábios correm a madrugada pra de manhã chegar aos teus segredos.Como em teus bosques. Bebo nos teus rios. Entre teus montes, vales escondidos. Faço fogueiras, choro, canto e danço.Línguas de lua varrem tua nuca. Línguas de sol percorrem tuas ruas. Juro beijar teu corpo sem descanso...



                                      Leoni.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Never know what to do in these situations.



"Tá frio na rua. Marcamos um cinema, antes pousamos num café de título francês e acabamos ficando por lá tempo demais. Você pediu um capuccino sem chantilly, mas veio com chantilly. Sempre vem com chantilly, você diz. Não é garota de chantilly. Eu peço um expresso duplo. E depois outro. Aí mais um. Você mexe a colher na taça lentamente, falando sobre uma tartaruguinha de estimação que supostamente fugiu. A gente ri. Seu nariz tá vermelho. Eu tô nervoso. Mais um expresso, moça, por favor. Obrigado. Me chama de cavalheiro. Tomo como elogio, meio sem saber se é bom. Penso que é. Penso.


Você olha muito pros lados e isso me deixa um pouco inseguro. A janela, o caixa, os doces na vitrine. E diz que meu olhar é penetrante, dá um pouco de vergonha. Que nada, é o frio. Você diz que gosta de sair comigo, dar voltas na cidade, sei lá. Eu sei escutar, não sou como aqueles caras. Não sei que caras são esses, mas concordo. Estou calado justamente por estar nervoso. Aqueles caras ficam nervosos? Eu fico. Você sorri pra mim e desvia o olhar antes que eu tenha um AVC bem na sua frente. Aí gosto mais de você porque acaba de salvar minha vida.

Um silêncio constrangedor paira entre aquele "eu sei que você sabe que estou a fim de você tanto quanto sei que você sabe que está a fim de mim". Permanecemos quietos, fingindo que ninguém anda louco pra ficar bem agarradinho de outrem. Mas até o padeiro na cozinha sabe. Aí lembro daquela do Los Hermanos. Canto ela um pouco, baixinho, fitando nada. Você grita que adora essa. Eu me assusto. Não por gostar dessa, mas pelo grito. Eu já sabia. Agora vai lembrar de mim sempre que escutar. Ou seja, quase sempre. Aí eu canto como quem não quer nada, querendo tudo "...até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei...". Você finge não entender.


Não temos grana nem intenção de ir a lugar algum. É noite, tá frio. Saímos pela calçada com a música na cabeça. Com a voz catarrenta você segura o poste que indica a rua José do Patrocínio e grita alto "...e ir onde o vento for que pra nós dois sair de casa já é se aventurar!" Uma senhorinha olha e te acha doida. Você rodopia no poste. Linda e abobada. Eu esqueço um pouco que caminho nervoso pela noitinha. Você também tá nervosa, mas disfarça com esses berros. Ou talvez seja apenas eu. Vou levando você pra casa, sem intenção de subir escadas, além das suas.


Eu apoio as costas na parede fria, com as mãos no bolso, me achando eloquente. Você rodopia agora o chaveiro. Você gosta de rodopiar coisas, constato. Resiste em penetrar a fechadura. Espera que eu entenda esses signos femininos, mas eu tô nervoso demais pra captar o óbvio. Um sentimento estranho de que aquilo acabe logo. É uma tortura. Não como aquelas torturas com arame temperado a fogo, mas ainda assim. Ok, então tá, eu digo. Então tá então, você diz. Você se despede beijando meu rosto. Ninguém nunca beijou um rosto por tanto tempo. É meio que um recorde. Fico pensando asneiras quando assustado. Aí você fica na ponta dos pés e me enfia a língua, como se isso fosse coisa de menina desde, sei lá, o tempo dos hominídeos.


Você enfia agora as mãozinhas nos bolsos da jaqueta que me deixa parecido com o Richard Ashcroft (ao menos eu acho). Percebo também que gosta de enfiar coisas em lugares. Diz querer continuar quentinha. Não fica bem eu subir, sei disso. Ficamos ali passando um pouco de frio e perigo. Não é confortável ali. Isso me deixa triste, você precisa logo entrar. Foi divertido. Você sorri gostoso. E pergunta se também senti borboletas no estômago. Claro que sim. Eu comeria até baratas por você, exagero. Mas é sério mesmo. Você diz "ui, que nojo" rindo. E diz que gosta de mim, faço você rir.


Merda. O relógio é tipo um assassino do amor. Você me diz pra não falar palavrões. É feio e minha boca é tão bonita. Entendo que minha roupa é tão bonita (essa jaqueta realmente me deixa foda). Não, não. Boca. Lábios. Eu beijo mais uma vez, aquecendo suas orelhinhas. Você diz que queria ficar mais tempo. Eu digo que vou ligar. Você diz que tudo bem, não precisa. Mas eu quero. Eu nunca sei o que fazer numa situação dessas. Quanto tempo espero antes de ligar? Vou embora alegre, pensando em você e bolando um jeito de não mais falar palavrões. Porque nunca mais quero ter de lavar a boca."




Gabito Nunes.

domingo, 20 de novembro de 2011

You only cause confusion.




Ele: -Você gosta dessas bandinhas, não é ?
Ela: -Não, eu gosto de Fresno.
Ele: -Então, é uma bandinha...
Ela: -Claro que não; Fresno é Fresno, entenda.
Ele: -Lógico que é, fala sério.
Ela: -Não é.
Ele: -É sim.
Ela: -Não é.
Ele: -Óbvio que é.
E num tom de voz mais baixo e teimoso, ela disse: -Não é nada...
Mas com ele era igualmente teimoso ainda acrescentou: -Você tem mesmo cara de que gosta dessas bandinhas e esses tipos de coisas...

Foi ai, nesse momento, que ela passou a odiá-lo, mesmo assim não fazia diferença pois todas as outras coisas que ele dizia era mais um motivo pra  ama-lo cegamente.

domingo, 13 de novembro de 2011

The guardian

"A guarda costeira realizou a maior busca, procurando um único homem, mas o corpo do subtenente Ben Graw não foi encontrado. "



"O que faz alguem virar uma lenda? O que essa pessoa faz em vida? Ou como essa pessoa é lembrada? "


"Algumas pessoas acreditam que o subtenente foi nadando até as ilhas Aleutas e que ele esta em uma praia distante com uma vara de pescar na mão. Eu encontrei minha resposta semanas depois..."




"– Onde ele está?
– Hã? Não tinha mais ninguem lá embaixo.
– Não! Ele estava lá. Estava comigo todo esse tempo. Disse que ia ficar comigo até chegar o socorro, não soltou minha mão."





"Existe a lenda de um homem que vive no fundo do mar, ele é o pescador de homens, a última esperança para aqueles que foram deixados para trás. Ele é conhecido como o anjo da vida!"




"Mais bravos que o mar - Para que outros possam viver..."

sábado, 12 de novembro de 2011

Friends.



"Os amigos são tão amigos, que voltam.
São tão fraternos, que se unem.
São tão simples, que cativam. São tão desprendidos,que doam. São tão dignos, que amam,compreendem e perdoam.
Os amigos são tão necessários, que sempre se fazem presentes.
São tão grandes, que se distinguem. São tão dedicados, que edificam.
São tão preciosos, que se conservam. São tão irmãos, que partilham. São tão sábios, que ouvem, iluminam e calam.
Os amigos são tão raros, que se consagram. São tão frágeis, que fortalecem.
São tão importantes, que não se esquecem. São tão fortes, que protegem. São tão presentes,que participam. São tão sagrados, que se perenizam.
São tão santos, que rezam. São tão solidários, que esquecem de si mesmos.
São tão felizes, que fazem a festa. Os amigos são tão responsáveis, que vivem na verdade. São tão livres, que crêem. São tão fiéis, que esperam.
São tão unidos, que prosperam. São tão amigos, que doam a vida. São tão amigos, que se ETERNIZAM!"

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

It became my home.





Eu estudei seis anos em uma escola e lá aprendi muitas coisas, fiz amizades, fui testada, sorri e chorei.  Participei de olimpíadas, comi muitos salgados na cantina, tive festa de formatura e tudo mais que uma escola normal oferece. Mas com vocês, aqui, nesse curso eu me hospedei. Vocês todos, amigos, colegas de classe, professores me ensinam a ver a vida de outra maneira, vocês me ensinaram a ENXERGAR realmente ela. Eu mudei totalmente meu estilo de viver e pensar depois que tive o apoio de vocês.
(Vou parar de falar na primeira pessoa, porque eu tenho certeza que muita gente vai se encaixar nesse texto.)
Cada jeito de falar, cada mania que pegamos dos nossos professores será lembrado pra sempre. Cada grito de incentivo: “VAMOS ESCREVER COM FORÇA!” e até os que não eram de incentivo e sim de sarcasmo: “MUITO BOM, MUITO BOM MESMO!” As explicações mais loucas que já tivemos...Pitágoras então? Os exemplos mega engraçados com os alunos (Risos). Os picolés de graça.  As sacanagens, as idas no quadro (quando a gente ganhava um ponto, literalmente um ponto, quando conseguíamos fazer uma questão.) As zuações – o que nunca faltou.
Quando éramos chamados de pôneis malditos, de monstros e outros diversos apelidos “carinhosos”... Os estresses uns com os outros que no final acabava em risada. As histórias sem pé nem cabeça, no meio da explicação. O jeito de falar: “X” ou então: “Qual foi galera? Mó vacilo isso...” (Risos) Os vários “bizuuuuus”. O liga e desliga do ventilador. A terapia que era pra beber água. Aquela mesa cheia de doces que só engordava a gente. As 9.658.234 redações.  As competições de quem fazia mais exercícios e ganhava o prêmio (Risos.) Os sábados “perdidos” que na verdade foram muito bem investidos.
Enfim, foram os 8 meses mais bem aproveitados da minha vida, vocês todos, se tornaram minha família..criei um afeto enorme por vocês. E pelos  abraços, os carinhos, os sorrisos e felicidade ao saber que passou! Vou carregar essa etapa por toda a vida. E sempre lembrar quem estava lá desde o começo e quem me empurrou pra cima! 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Panorama.


Vivemos rente aos trópicos, onde as águas de março costumavam fechar o verão. Alimentamos pensamentos utópicos e usamos a biodiversidade como fonte de inspiração.Vejo uma senhora vendendo balas em frente ao metrô. No campo, máquinas substituem o agricultor. Imagino como era tudo no tempo do meu avô, quando não existiam telefones celulares, garrafas pet e nem isopor..Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal. Dos iates em Ibiza aos soundsystems em Trenchtown.Há algo que move a todos com a mesma força vital, a busca da felicidade e a realização pessoal.Se canta com força, com força a vida. Mantém essa chama que há em você no peito contida. De relance me vejo pedalando um camelo. Coqueiros e areia em primeiro plano e ao fundo um navio petroleiro..Calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciênciaO Homo se diz Sapiens, mas o que mais parece lhe faltar a sapiência. Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo. Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo. Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada, esquece que caixão não tem gaveta e que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada..Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingoO panorama não agrada, mas não há porque se desesperarPela simples noção de que é uma dádiva estar vivoDe que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar
                                                           Forfun.

domingo, 6 de novembro de 2011

I'm not a doll.



"Acordo descabelada, tenho um pijamão que perdeu o elástico, uso meias coloridas furadas. Quando durmo mal tenho olheiras. Não é sempre que uso salto, gosto também de all star e chinelo. Sempre sujo a toalha da cozinha, sou desastrada. Não sei rir baixo, quando algo é engraçado pra valer me mato de rir, bem alto, mas tão alto que as pessoas na rua se viram pra me olhar e acabam rindo também. Adoro andar de meia pela casa, ou então de pé no chão mesmo...
Não sou princesa. Falo gesticulando, meu choro é verdadeiro, fico com nariz entupido, olhos vermelhos, fanha, as lágrimas saltam. Princesas choram com delicadeza e ainda pegam lencinho. Eu limpo o nariz na manga da blusa. Princesas dão sorrisos, eu gargalho pra valer, têm vezes que eu choro de rir. Não sou uma boneca. De vez em quando eu tenho espinha. Tenho celulite. Tenho enxaqueca. Minha unha descasca hoje e eu deixo pra tirar só amanhã. Esqueço de passar filtro solar. Me sujo comendo sorvete...
Não respiro pra falar. Me agito pra falar. Me embolo pra falar. Me embolo pra tentar explicar o que estou sentindo. Me embolo no meio dos sentimentos todos. Meu rosto não é perfeito. Meu cabelo não é perfeito (pontas duplas, triplas, até quádruplas!). Meu corpo não é perfeito. Mas digo que o meu coração é grande. Bonito, mas também não é perfeito. Tem falhas. Meu coração não é princesa, nem boneca, nem coisa de filme. Ele é de verdade, que nem eu. Acho que o melhor que posso fazer por mim é exatamente isso: mostrar quem eu sou. Sem querer ser uma outra coisa, sem usar uma máscara que cai, quebra, desmonta, derrete. Não gosto disso. Não quero. E não preciso. Sou desse jeito que me mostro. Sou desse jeito que mostro pra você."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Do you remember ?


"Você me apareceu foi como um sonho e hoje eu sei que foi você quem fez o meu mundo girar e então me diz que ouvindo a nossa música você chorou e lembrou do fim que já não é tão doce quanto o nosso amor...ficou pra trás já não sei mais e agora pra quem eu vou falar de amor ?"


                                       Eu e você - Catch Side.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Do you know?



Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? (Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

My greatest love fiction.



Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente. Sabe? Dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas, nem como serão ouvidas. 




                                                                          - Caio F. Abreu

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

It you.



"Todas as poesias do mundo eu dedico a você.
Todas as coisas que eu amo eu divido com você.
Eu sei que a vida é louca e é difícil acreditar, mas o mundo é das pessoas que mandam em seus sentimentos, o mundo é das pessoas que sonham e meu sonho é você!"